“Self-leadership”: “Se nos queremos tornar mais ágeis, temos que nos auto-liderar primeiro”

O conceito de "self-leadership" está a tornar-se cada vez mais popular à medida que a liderança nas organizações vai mudando. As estruturas nas empresas têm vindo a alterar-se, com tendência à horizontalização, trazendo mais autonomia aos funcionários, mas também maior responsabilidade.

4
January 2022
4
 min de leitura

Numa perspetiva tradicional, as empresas têm sempre uma estrutura vertical, como numa pirâmide em que o chefe se encontra no topo e dá ordens à base. A cultura do “respeitinho” ao líder dá muitas vezes lugar ao silêncio e à escassez de opiniões, mesmo que não se concorde com os superiores. Nestas organizações, as ordens são mandamentos e a voz do chefe é a autoridade máxima.

Este velho paradigma está hoje a ser relegado para segundo plano, numa altura em que surge um novo – o digital ou ágil. De acordo com Miguel Pina e Cunha, Professor Catedrático da Nova SBE, em vez da pirâmide, a estrutura dominante nestas organizações passa a ser horizontal, realinhando o poder dentro das empresas e construindo uma grande “equipa de equipas”, em que cada um destes polos disfruta de elevados níveis de autonomia, trabalhando num mesmo sentido, articuladas usualmente por via de tecnologias de informação. Como sublinha Miguel Pina e Cunha, “no limite, esta estrutura permite reconfigurar as equipas à medida dos projetos”.

Nestas empresas não tradicionais, a competência dos funcionários é extremamente valorizada, assim como a sua opinião, e espera-se que quando estes não concordem com uma ordem dos superiores se façam ouvir. Aqui, todas as opiniões são respeitadas e bem-vindas e os líderes aceitam a liderança dos de outros, especialmente se são mais qualificados para o trabalho ou se estão mais preparados para liderar. Contudo, apesar de se esperar que os membros da organização sejam transparentes, demasiada transparência pode trazer efeitos nefastos, em especial se as opiniões forem ofensivas. O que significa que é necessário que cada colaborador exerça a sua autoliderança, determinando o que é razoável ou não, regulando os seus comportamentos e responsabilidades, tendo em conta o bem comum e a prosperidade da organização.

“Eu tenho mais espaço dentro destas novas empresas, mas com mais espaço surge também mais responsabilidade”, salientou o Professor Catedrático, acrescentando que nestas organizações cada um passa a ser responsável, em alguma medida, pelos resultados e pelo que acontece dentro da firma.

Assente nesta mesma base, é possível perceber que a liderança passa a residir na autoridade e não no poder, porque o poder é adquirido, a autoridade é conquistada. Desta forma, todos os intervenientes podem ter mais autoridade dentro da empresa ajudando os outros a liderar. Todos lideram e todos são liderados. Este é o paradigma de liderança do futuro.

Quer saber mais sobre este tipo de liderança? Junte-se à grande jornada de aprendizagem do Adam’s Choice, que se prende, intrinsecamente, ao conceito de Choosenology. Cada participante é instruído sobre o impacto do processo da tomada de decisão, refletindo sobre a sua individualidade e ganhando consciência de si próprio, numa jornada de crescimento única e transformadora. Proporciona aos participantes uma experiência de aprendizagem ímpar e dá-lhes a oportunidade de se desenvolverem de forma mais holística, englobando corpo, mente e espírito, abordando as seis dimensões do Instituto Nacional de Bem-Estar (emocional, espiritual, intelectual, social, física e ocupacional).

Publicado em 
4/1/2022
 na área de 

Join Our Newsletter and Get the Latest
Posts to Your Inbox

No spam ever. Read our Privacy Policy
Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form.
Sobre o Autor
Nova SBE Executive Education
Ver perfil completo
Artigos relacionados
No items found.
Mais artigos que podem interessar
Inovação e Empreendedorismo
A Ilusão da Agilidade e o Dilema da Resiliência nas PME
O artigo reflete sobre os desafios das PME perante um contexto económico cada vez mais instável, marcado por conflitos geopolíticos, pressão regulatória, ruturas nas cadeias de abastecimento e limitações financeiras. Defende que a resiliência operacional não se constrói apenas com tecnologia ou eficiência extrema, mas com processos sólidos, fornecedores alternativos, parcerias de proximidade e uma liderança capaz de preparar a organização para absorver choques sem parar.
Institucional
Prémios Marketeer 2026
A Nova SBE Executive Education venceu os Prémios Marketeer 2026 na categoria “Estabelecimento de Ensino Superior”, pelo sexto ano consecutivo, reforçando o seu reconhecimento como referência na formação de executivos em Portugal.
Institucional
Nova SBE Executive Education entra no Top 10 mundial
A Nova SBE Executive Education alcançou a sua melhor posição de sempre no Financial Times Executive Education: Top 10 mundial em Programas Customizados (9.º) e Top 20 em Programas Abertos. Mantém também o 1.º lugar em Portugal.
Ver todos os artigos