Pedro Oliveira, coordenador científico do programa Paradigm Shift e detentor da Cátedra Fundação Calouste Gulbenkian para a economia de impacto, fala um pouco sobre a iniciativa que vai decorrer em novembro e dezembro. O Paradigm Shift é um programa que procura transformar as organizações para um futuro com sustentabilidade.
Os residentes da Ilha do Fogo, no Canadá, dependeram do bacalhau durante séculos como fonte primária de rendimento. Em 1992, o governo Canadiano anunciou uma moratória à pesca do bacalhau na zona norte do Oceano Atlântico, como forma de fortalecer um stock em declínio. No entanto, esta medida gerou uma onda de desemprego que forçou muitos habitantes da Ilha do Fogo a deixar a indústria e a comunidade, diminuindo significativamente a população da ilha.
Al Gore afirmou recentemente que a sustentabilidade é “a maior oportunidade de investimento da história” [1] e que “o investimento de impacto tem a dimensão da revolução industrial e a velocidade da revolução digital”. Mas como podem as empresas alterar os seus negócios para este novo paradigma sem comprometer o seu presente?
Os últimos tempos têm sido férteis em acontecimentos, decisões, movimentos, tomadas de posição e deliberações que há pouco tempo atrás não imaginávamos possíveis. Ainda que, no nosso íntimo, acreditássemos na mudança, não acreditávamos que se desenrolaria a este ritmo.
Há 20, como consequência da definição de metas para a reciclagem pela Comissão Europeia, surgiram inúmeras campanhas de sensibilização para o tema em Portugal. Atualmente, foi possível comprovar o impacto positivo da comunicação na população, gerando mudança de hábitos.
As evidências de um crescente problema, que insistíamos em ignorar, levaram a que em 18 meses fossem tomadas medidas e diversas iniciativas que começam a alterar o status quo: refiro-me ao lixo marinho.