E de repente, as pessoas, as equipas e as organizações tiveram de se adaptar! Todos sabemos quanto custa a adaptação. Em momentos diferentes da nossa vida a adaptação esteve presente. As organizações criam, há muito, planos de contingência para fazer face a necessidades de adaptação repentinas. Muitos de nós temos planos A e planos B, para uma adaptação a situações de gestão de carreira, a gestão de vida familiar, até mesmo a planos para jantar.
O Covid-19 é uma anomalia assustadora. Mas é mais assustadora do que “anomalia”. A norma, ou o novo normal, parece ser a da ameaça epidémica permanente: a Organização Mundial de Saúde acompanhou 1438 epidemias entre 2011 e 2018. A hiper-urbanização e as alterações climáticas tornam mais prementes as pandemias e outros perigos ecológicos. Importa, pois, que nos preparemos, coletivamente, para esta realidade – a que as organizações, incluindo as empresariais, continuarão a estar naturalmente submetidas. O otimismo que se desenvolveu após ter sido “vencida” a crise anterior está agora a ser vencido pelo pessimismo oriundo de mais uma crise, esta porventura mais preocupante para a nossa existência.
A palavra, claro, não existe. Mas a ideia é esta: como fazer escolhas entre opostos sem ter que ignorar a tensão entre eles? O professor Miguel Pina e Cunha dá-lhe a resposta.
Recentemente, participei num workshop de resolução de problemas na Nova SBE Executive Education e fiquei a saber que as top competências para os tempos modernos são Judgment & Decision-Making (JDM) [julgamento e tomada de decisão] (HolonIq, 2019) e Complex Problem-Solving (CPS) [resolução de problemas complexos] (WEF, 2018).
Se analisarmos as ideias mais criativas da história da humanidade, verificamos que são ideias que nasceram de uma combinação de realidades que já existiam. Paula Marques explica-lhe porquê.
A especialização e a compartimentalização (ou fragmentação) do conhecimento é simultaneamente uma das grandes virtudes e um dos maiores escolhos do nosso tempo, mas será que são sempre eficazes?