No dia 8 de março celebra-se o Dia Internacional da Mulher. Mais do que distribuirmos flores e deixarmos o dia passar incólume, urge focarmo-nos na componente de diversidade focada no género, pois é uma pedra angular do conceito – particularmente quando Portugal se prepara para implementar um sistema exigente de quotas femininas.

Mas o que é a diversidade? O conceito visa um número de características como género, idade, proporção de nacionais e não-nacionais – de elevada importância em empresas globais –, experiência académica e profissional diversa, e dimensão dos conselhos de administração. Mas porque está este conceito tão na ordem do dia?

A importância crescente da diversidade – nomeadamente de género – nos conselhos de administração é um critério de medição de desempenho e reputação, bem como de impacto junto da perceção em esferas públicas, representando uma expressão de competência com que as mesmas conduzem as suas atividades de forma sustentável. Os modelos de governo – quadro dentro do qual as atividades duma organização são conduzidas e controladas – e a preparação dos administradores não-executivos e executivos são, também, formas de controlar origens de crises, risco reputacional e proteger os stakeholders, bem como proporcionar conselhos de administração efetivos, eficazes, transparentes e éticos na sustentabilidade da economia e do emprego. Numa sociedade, também ela naturalmente diversa, é importante que as empresas espelhem o seu público-alvo!

No entanto, surpreende que candidatas de elevado potencial para conselhos de administração não se preparem para se qualificarem como fit-and-proper, com competências técnicas e de integridade, para funções de chefia – executivas e não-executivas – em empresas ou ONG.

Vários países, não somente Portugal, optaram pela introdução do sistema de quotas, em linha com princípios aparentemente ‘chocantes’, mas existentes há decénios com elevado impacto, nomeadamente nos Estados Unidos. Contudo, empresas e ONG são confrontadas com a insuficiência de mulheres fit-and-proper para atingir o objetivo. Portugal introduziu quotas exigentes para membros femininos em cada órgão social (20% e 33% em 2018 e 2020, respetivamente). Esta oportunidade de evolução na carreira, e contribuição para o desempenho das empresas e ONG deve ser considerada pelas mulheres – mas sobretudo preparada. Para as mais atentas, o primeiro passo é qualificarem-se dentro do critério de fit-and-proper.

Mulheres, preparem-se! A "Diversidade" está no topo da agenda de critérios de boa Governance!

Publicado em 
8/3/2017
 na área de 
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