Marketing, Vendas e Operações

Dez ações para os CPO ultrapassarem os atuais desafios

Trabalhar em procurement nunca foi tão difícil. Desde as perturbações na cadeia de abastecimento até aos rápidos aumentos de preços e posteriores reduções nas taxas de transporte, desde uma economia de bens devastada pela inflação até às pressões das redes sociais que afetam as vendas, definitivamente o trabalho mudou. E nem sempre para melhor.

14
July 2023
4
 min de leitura

No início deste ano, a McKinsey & Company elencou os desafios, fornecendo um plano para o sucesso dos atuais Chief Procurement Officers (CPO) e decidimos repescar esse documento e algumas dicas que lhe podem ser valiosas.

“Algumas das tendências mais importantes podem persistir muito além de 2023”, escreveu a McKinsey. “Além disso, a própria função de compras continua a enfrentar grandes mudanças, que tornaram obsoletos os seus modelos operacionais tradicionais. As organizações de vanguarda estão cada vez mais a  distanciar-se do resto do grupo, implantando os seus talentos, capacidades, tecnologia e perceções sobre a complexidade do mundo de maneiras que as impulsionam muito à frente do resto.”

A McKinsey argumenta que os modelos de procurement “one size fits all” já não são viáveis em 2023, mas que uma “resposta ao nível de categoria” é apropriada.

“As compras podem desempenhar um papel fundamental na resolução dos problemas empresariais mais prementes da atualidade, mas não o podem fazer sozinhas. Vencer agora requer um nível totalmente novo de melhoria da resiliência e de criação de valor, construído através de um esforço coordenado ao nível de toda a empresa”, referem.

A consultora enumerou ainda “10 ações fundamentais” que os profissionais de procurement podem tomar para enfrentar os desafios atuais. Ei-las:

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1. IDENTIFICAR VULNERABILIDADES COM UMA AVALIAÇÃO DE RISCO DE 360 GRAUS
2. GANHAR VISIBILIDADE EM TEMPO REAL ATRAVÉS DE UM “COCKPIT DE RESILIÊNCIA”
3. ATUALIZAR ESTRATÉGIAS DE CATEGORIA E COMBATER A INFLAÇÃO
4. MELHORAR O MODELO DE OPERAÇÃO DE RISCO
5. OTIMIZAR AS OPERAÇÕES DE PONTA A PONTA
6. OTIMIZAR O CONSUMO DE ENERGIA – A CURTO, MÉDIO E LONGO PRAZO
7. COORDENAR AS RESPOSTAS PARA UMA GESTÃO INTEGRADA DAS MARGENS
8. REDEFINIR A CONCEÇÃO DOS PRODUTOS DA CARTEIRA
9. COORDENAR UMA RESPOSTA HOLÍSTICA ATRAVÉS DE UM CENTRO NEVRÁLGICO CENTRAL OU TORRE DE CONTROLO
10. CRIAR NOVAS CAPACIDADES DE RESILIÊNCIA

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A McKinsey prossegue com uma análise mais aprofundada de cada ação, que pode ler aqui.

Segundo a consultora internacional, os desafios da cadeia de abastecimento são atualmente estruturais e podem demorar vários anos a resolver-se. Por isso, “a ação transformadora [é] a única opção para enfrentar a volatilidade e as disrupções”.

Este facto proporciona uma grande oportunidade para os líderes de procurement, afirma. “O contexto atual é um momento de definição de carreira para os CPO. Os líderes de compras que demonstram valor para a empresa podem tornar-se parceiros estratégicos de pleno direito dos CEO, CFO e COO”, afirma a McKinsey no mesmo documento. “Os CPO não devem mais ser meros guardiões de uma parte dos custos da empresa. Chegou o momento de os líderes de procurement entrarem num novo horizonte de criação de valor.”

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Este artigo trata-se de uma republicação no âmbito de uma parceria com a Supply Chain Magazine - leia o texto original aqui.

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Publicado em 
14/7/2023
 na área de 
Marketing, Vendas e Operações

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