Todos nós aprendemos. Para sobreviver, aprendemos a andar e a conquistar autonomia, a falar e a comunicar pensamentos e emoções, a tomar decisões, exercendo a nossa liberdade. Precisamos de aprender a aprender para viver em sociedade e, para isso, temos de encontrar sentido naquilo que se aprende (“para quê?”), um conteúdo relevante (“o quê?) e métodos apropriados (como?). Individualmente, vamos aprendendo que temos mais apetência para umas áreas do que outras e que é importante superarmo-nos, mas depois vem a parte interessante da vida, quando aprendemos que não estamos sozinhos e que temos impacto na vida dos outros, assim como os outros têm na nossa. Ao sermos capazes de formular “afinal nem todos pensam ou veem os acontecimentos como eu”, dá-se uma revolução e passamos a acrescentar ao nosso ponto de vista, a perspetiva de outros. Já Carl Jung descrevia a solidão não como o estar sozinho sem pessoas por perto, mas a incapacidade de perceber pontos de vista distintos dos já conhecidos.

Estamos em ambiente universitário, num campus construído com a aprendizagem no centro. Se a principal motivação aqui é aprender, como e onde aprendemos, realmente?

Esta é a nossa pergunta de partida e a questão que impulsionou o projeto “Points of U”. Queremos estar na vanguarda da inovação em Learning Experience Design, porque sabemos que aprendemos ao longo de toda a vida e que são os processos de aprendizagem bem orientados que conduzem a transformações significativas a nível pessoal, organizacional e social.

Gostávamos que este título recordasse três dimensões que nos parecem basilares e complementares neste projeto: a diversidade de perspetivas (points of view), promovendo assim o espírito colaborativo; a participação ativa e transformadora (points of you), desafiando cada um a ter um olhar crítico sobre os espaços e métodos de aprendizagem; o contexto universitário (points of U), partindo da universidade como instituição transformadora, que fomenta as dimensões anteriores possibilitando o desenvolvimento social.

Queremos partilhar e aprender com toda a comunidade que pertence e visita este campus. Para isso, estamos a recolher práticas, questionando a sua intenção pedagógica, a mapear espaços, descrevendo o seu potencial de aprendizagem, a escutar e desafiar alunos, professores, colaboradores e todos os que usufruem do campus de Carcavelos da Nova, a repensar o futuro dos espaços e metodologias de aprendizagem.

Inspirados nos 4 pilares da educação que defendem a educação criativa, descritos por Jacques Delors no Relatório da Comissão Internacional da Educação para o Século XXI, “Learning: the treasure within”, assentamos este projeto na importância de aprender a conviver, aprender a conhecer, aprender a fazer e aprender a ser.

Segundo os autores, a missão da educação "consiste em permitir que todos, sem exceção, façam frutificar os seus talentos e potencialidades criativas, o que implica, por parte de cada um, a capacidade de assumir sua própria responsabilidade e de realizar seu projeto pessoal” (p.10). É por isso que convidamos toda a comunidade Nova SBE a participar neste projeto que tem várias atividades ao longo do ano. Depois de uma Open Talk com os professores Teresa Heitor e Ricardo Zózimo, sobre estas temáticas, lançámos um concurso de Fotografia aberto a todas as pessoas que, por diversas razões, usam e experimentam este espaço de aprendizagem que é o Campus da Nova SBE. Podem consultar a página do projeto para mais informações. Estejam atentos às próximas oportunidades para expressar cada Point of U.

Faça parte do concurso
Points of U
Publicado em 
17/5/2022
 na área de 
Institucional

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