Há uma pergunta que nos fizeram muitas vezes nos últimos meses: o que faz uma escola de formação de executivos num festival de música?

É uma pergunta legítima. Durante muitos anos habituámo-nos a pensar que a liderança acontece em salas de reunião, em programas executivos ou em conferências dedicadas ao mundo empresarial. São esses os espaços onde, tradicionalmente, discutimos estratégia, talento, inovação ou transformação.

Mas será que continuam a ser os únicos?

Na Nova SBE Executive Education acreditamos que não.

A liderança não existe isolada das transformações que acontecem à nossa volta. É influenciada pela tecnologia, pela cultura, pela forma como as pessoas trabalham, colaboram e se relacionam. É moldada pelas novas gerações, pelas mudanças sociais e pelas experiências quevivemos fora das organizações.

Se queremos que a Nova SBE Executive Education prepare líderes para um mundo diferente, temos também de criar contextos diferentes para falar de liderança.

Foi precisamente dessa convicção que nasceu a House of Leaders.

Não nasceu como um evento. Nem como uma ativação de marca. Nasceu como uma plataforma para provocar novas conversas sobre liderança e para aproximar esse debate de pessoas, contextos e perspetivas que normalmente não fazem parte da mesma discussão.

E foi por isso que escolhemos o Rock in Rio Lisboa.

À primeira vista, pode parecer um palco improvável. Mas talvez seja exatamente o contrário.

A música tem uma capacidade extraordinária para unir pessoas que pensam de forma diferente. Cria experiências partilhadas, desperta emoções, desafia perspetivas e constrói comunidades. Uma grande canção não se limita a entreter. Inspira, aproxima e permanece connosco muito depois de terminar.

As grandes lideranças fazem exatamente a mesma coisa.

Também elas mobilizam pessoas em torno de um propósito, criam movimentos, desafiam o status quo e deixam um impactoque perdura para além do momento em que acontecem. Foi essa relação entrecultura e liderança que quisemos explorar.

Num festival, as pessoas não deixam de serquem são fora dele. Continuam a ser profissionais, líderes, decisores,criadores e membros de organizações, ainda que reunidos num contexto diferente. Num espaço onde se cruzam criatividade, inovação, cultura e diferentesgerações, fazia sentido abrir também uma conversa sobre liderança.

Não para falar apenas sobre organizações. Mas para refletir sobre o futuro da liderança num mundo onde a inteligência artificial transformará profundamente a forma como trabalhamos. Um mundo em que os líderes terão de aprender a gerir organizações híbridas, onde pessoas e agentes inteligentes colaboram diariamente, sem perder de vista aquilo que continuará a distinguir as grandes lideranças: a capacidade de compreender pessoas, criar confiança, desenvolver talento e mobilizar equipas em torno deum propósito comum.

No fundo, quisemos retirar a liderança do contexto onde normalmente é discutida e colocá-la onde a sociedade acontece.

Essa continua a ser, aliás, a grande ambição da House of Leaders.

Queremos afirmar uma plataforma que associe a liderança a três ideias fundamentais.

A primeira é a capacidade de antecipar o futuro. Nunca como hoje os líderes tiveram de navegar tanta incerteza,tanta velocidade de mudança e tanta complexidade. Preparar a liderança significa desenvolver a capacidade de interpretar o que ainda está por acontecer.

A segunda é o impacto. Durante demasiado tempo medimos a liderança apenas pelos resultados. Hoje sabemos que isso já não basta. Os líderes são chamados a criar valor para as suas organizações, mas também para as pessoas, para as comunidades e para a sociedade.

A terceira é a colaboração. Os grandes desafios deixaram de poder ser resolvidos dentro de uma única empresa ou de uma única indústria. Precisamos de criar espaços onde diferentes perspetivas se cruzam, onde o conhecimento circula e onde surgem novas formas de pensar problemas antigos.

Foi exatamente isso que procurámos construir com esta iniciativa que conta com um leque variado de sponsors, os reais parceirosda House of Leaders. Desafiamos a assumirem um papel diferente daquele que tradicionalmente associamos ao patrocínio de uma iniciativa.

Mais do que apoiar, aceitaram fazer parte deuma visão. Uma visão que acredita que o desenvolvimento da liderança deve ser uma responsabilidade partilhada entre academia, empresas e sociedade.

Essa visão materializou-se não apenas nas conversas que aconteceram durante o festival, mas também através do financiamento de bolsas de mérito para alunos de Mestrado da Nova SBE, permitindo que mais pessoas possam aceder a formação e desenvolver o seu potencial enquanto líderes do futuro.

No entanto, aquilo que mais nos entusiasma acontece precisamente agora.

O Rock in Rio foi apenas o primeiro capítulo.

A House of Leaders continuará a viver através de novas conversas, encontros, entrevistas, conteúdos editoriais e projetos desenvolvidos com os nossos parceiros que acreditam nesta missão. Queremos continuar a criar espaços onde diferentes líderes possam aprender uns com os outros e refletir sobre os desafios que vão marcar os próximos anos.

Porque acreditamos que as marcas mais relevantes não são apenas aquelas que comunicam.

São aquelas que conseguem criar plataformas que aproximam pessoas, geram conhecimento e fazem nascer conversas que continuam muito depois de o evento terminar.

No fundo, foi sempre isso que quisemos construir com esta iniciativa: um espaço onde a liderança encontra novas perspetivas. E onde, tal como acontece com a música, as melhores conversas continuam a ecoar muito depois de o palco ficar vazio.

Publicado em 
4/8/2026
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