Num setor tão exigente e em constante transformação como o da saúde, a formação clínica já não é suficiente para responder a todos os desafios do dia a dia. Liderar equipas, gerir recursos, negociar parcerias, compreender modelos financeiros e interpretar a cultura das organizações de saúde são hoje competências essenciais para quem trabalha neste ecossistema.
Foi precisamente essa necessidade que levou Inês Leal, médica, a procurar uma pós-graduação em gestão na área da saúde. O seu testemunho mostra como este programa se revelou não apenas uma formação académica, mas uma experiência transformadora, com impacto direto na prática profissional.
Um currículo diverso, rico e adaptado à realidade da saúde
Para Inês Leal, um dos grandes pontos fortes do programa está na diversidade e riqueza do currículo. Como médica, reconhece que lhe faltavam competências fundamentais na área da gestão e dos negócios, especialmente em temas como contabilidade, finanças e negociação.
Estas são competências consideradas “core” em qualquer programa de gestão, mas que ganham uma importância particular quando aplicadas ao setor da saúde. A capacidade de compreender números, tomar decisões sustentadas, gerir recursos e negociar com diferentes parceiros torna-se cada vez mais relevante para profissionais que atuam em hospitais, faculdades, indústria farmacêutica ou outras organizações ligadas à saúde.
Além das disciplinas mais clássicas, o programa integra também áreas profundamente alinhadas com os desafios específicos do setor, como liderança em saúde e cultura organizacional em saúde.
Para além das cadeiras clássicas de gestão
O programa inclui as unidades curriculares que se esperam numa formação em gestão: finanças, contabilidade, negociação e outras ferramentas essenciais para compreender o funcionamento das organizações.
Mas, segundo Inês, vai mais longe.
Há também competências “fora da caixa”, que ajudam os participantes a desconstruir práticas instaladas, interpretar o presente da saúde e imaginar novas formas de construir o futuro. Esta combinação entre fundamentos de gestão e pensamento crítico aplicado à saúde torna o programa especialmente relevante para profissionais que querem ter um papel mais ativo na transformação do setor.
Ferramentas com impacto real no dia a dia
Um dos aspetos mais valorizados por Inês Leal foi a aplicabilidade imediata dos conteúdos. As ferramentas adquiridas ao longo da pós-graduação continuam a ser usadas de forma consciente no seu trabalho diário. No seu testemunho, Inês destaca o impacto do programa em diferentes dimensões da sua atividade profissional:
Num ambiente como o Serviço Nacional de Saúde, onde coexistem equipas multidisciplinares e profissionais com graus de experiência muito distintos, a capacidade de comunicar, gerir expectativas e liderar torna-se absolutamente essencial.
Inês sublinha que muitas das aprendizagens ultrapassaram as suas expectativas. Ainda hoje, em situações concretas do seu trabalho, recorda conteúdos, professores e ferramentas que conheceu durante a pós-graduação.
Um corpo docente de renome e uma abordagem prática
Outro dos pontos fortes do programa é o corpo docente. Segundo Inês Leal, os professores distinguem-se não apenas pelo conhecimento e reputação, mas também pela capacidade pedagógica.
A forma como ensinam é prática, próxima da realidade dos participantes e capaz de gerar entusiasmo em sala de aula. Esta ligação entre conhecimento académico, experiência profissional e aplicação concreta permite que os alunos adquiram competências atuais, úteis e com potencial de desenvolvimento contínuo.
Para quem pondera frequentar o programa, Inês deixa uma recomendação clara: analisar os conteúdos, perceber se se adequam ao dia a dia profissional e confiar na qualidade da experiência formativa.
Uma rede que continua para além do fim do programa
Um dos aspetos mais marcantes deste tipo de formação é o ecossistema que se cria entre participantes, professores e instituição. No caso da Nova SBE, Inês destaca que, quando o programa termina, a experiência não termina verdadeiramente.
A rede de colegas, docentes e profissionais da área da saúde continua a ser um espaço de ligação, colaboração e desenvolvimento de novas ideias. Este ecossistema torna-se uma base para projetos futuros, para a partilha de conhecimento e para a criação de novas oportunidades.
Mais do que um curso, a pós-graduação transforma-se numa comunidade.
Flexibilidade, acolhimento e aprendizagem ao longo da vida
O testemunho de Inês Leal é também profundamente pessoal. A médica frequentou o programa durante a licença de maternidade do seu segundo filho. Na altura, o bebé tinha apenas duas ou três semanas.
Inês recorda a flexibilidade da equipa e o acolhimento que recebeu: havia uma sala reservada para que pudesse amamentar de forma resguardada e, ao mesmo tempo, participar nas aulas como os restantes colegas.
Esta experiência marcou-a de forma especial. Para Inês, instituições que apoiam a aprendizagem e o crescimento contínuo, tanto pessoal como profissional, durante a maternidade, são um exemplo que deve ser valorizado.
O seu testemunho mostra que a formação executiva pode e deve ser compatível com diferentes fases da vida. Apoiar profissionais que querem continuar a aprender, mesmo em momentos pessoalmente exigentes, é também uma forma de promover organizações mais humanas, inclusivas e preparadas para o futuro.
Uma formação para quem quer transformar a saúde
A pós-graduação em gestão na saúde surge, assim, como uma oportunidade para profissionais que desejam alargar competências, ganhar confiança em áreas de gestão e desenvolver uma visão mais estratégica sobre o setor.
O testemunho de Inês Leal evidencia três dimensões fundamentais do programa: a qualidade dos conteúdos, a relevância prática das ferramentas e a força da rede criada ao longo da experiência.
Para médicos, gestores, profissionais de saúde ou outros agentes do ecossistema, esta formação pode representar um passo decisivo para liderar melhor, comunicar com mais impacto, criar valor e contribuir para uma saúde mais preparada para os desafios do presente e do futuro.





