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10 reflexões para a supply chain do futuro

7 de Junho de 2021 por Nova SBE Executive Education

2020 foi um ano desafiante. Mesmo as empresas mais reactivas à mudança tiveram de se adaptar e vários sectores foram obrigados a transformar-se, incluindo a cadeia de abastecimento. Para melhor entender este cenário, a Mercado Eletrónico elaborou um guia com algumas reflexões e aprendizagens. São 10 os ensinamentos que ficam e que pode ter em conta no seu dia-a-dia.

Artigo de Nova SBE Executive Education | Leitura de 6 minutos

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1. IDENTIFICAR VULNERABILIDADES PARA UMA GESTÃO DE RISCOS EFICIENTE

Empresas de qualquer tamanho e segmento precisam de estar atentas em relação às ameaças internas e externas, identificar fragilidades e riscos, e evitar que tenham de lidar com uma disrupção na cadeia de abastecimento. Para isso, é importante realizar uma gestão de fornecedores efectiva, a fim de identificar todas as ameaças, avaliá-las, mitigá-las e resposta. As plataformas de SRM (Supplier Relationship Manager) são grandes aliadas nessa conquista.

2. REPENSAR O USO DO “JUST IN CASE” E DE ESTRATÉGIAS DE MANUFACTURA ENXUTA

A pandemia de COVID-19 fechou as fronteiras de várias regiões do mundo e, assim, a supply chain entrou em colapso. Diante disso, as empresas viram-se obrigadas a repensar suas estratégias de operação com manufactura enxuta e criar uma alternativa a meio do caminho.

3. CADEIA DE FORNECIMENTO RESILIENTE, MAS SEM PERDER A COMPETITIVIDADE

A supply chain precisa de concentrar esforços para ser resiliente, ou seja, ter a capacidade de operar normalmente, mesmo após sofrer impactos. Para isso, é fundamental estudar alternativas para achar opções de fornecimento diversas, que combinem preço, qualidade, entrega e agilidade. Um marketplace, por exemplo, pode ser bastante estratégico para as empresas encontrarem novos parceiros.

4. FICAR DE OLHO NA MANUFACTURA ADITIVA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

A necessidade de digitalização das equipas de fornecimento é uma urgência e realidade. Ter um olhar atento às inovações, tecnologias e disrupções, como a manufactura aditiva, por exemplo, contribui para que os processos de compras sejam menos lentos e operacionais e mais estratégicos e assertivos. Apenas a tecnologia é capaz de ajudar a encarar os desafios de um mundo frágil, ansioso, não linear e incompreensível.

5. OS DADOS NUNCA FORAM TÃO VITAIS

Os dados só aumentam com o passar do tempo e é essencial que as empresas não esperem ter problemas com informações para dar a devida importância ao tema. Sendo assim, recolher e analisar dados pode ser o segredo para conquistar a tão desejada resiliência da cadeia de abastecimento.

6. OS LÍDERES DA SUPPLY CHAIN NUNCA TIVERAM TANTA INFLUÊNCIA DENTRO DE UMA EMPRESA

Com a crise, a necessidade de criar uma cadeia de abastecimento resiliente ficou clara e os profissionais de compras ganharam grande destaque dentro das organizações. Os Chief Procurement Officers (CPOs) e suas equipas de compras têm a oportunidade de, a longo prazo, aumentar o valor da área e mostrar que são essenciais para evitar gargalos e manter a continuidade e competitividade dos negócios.

7. OS FORNECEDORES PRECISAM DE SER PARCEIROS DE VERDADE

2020 mostrou que o fornecedor precisa da empresa compradora para funcionar e a empresa compradora precisa do fornecedor para dar continuidade às suas operações. Sendo assim, estabelecer parcerias sustentáveis, transparentes e colaborativas não são apenas uma questão de relacionamento, mas de sobrevivência no mercado. A relação precisa de ser win-win para ambas as partes da cadeia.

8. SUSTENTABILIDADE NA CADEIA DE ABASTECIMENTO É UMA ESTRATÉGIA PRIORITÁRIA

Cada vez mais, os contratos de negócios entre as empresas vão incluir cláusulas sobre questões de sustentabilidade e uso de fontes responsáveis de mão de obra e recursos naturais. Por isso, as companhias devem adicionar às suas estratégias acções para desacelerar a mudança de clima, diminuir a emissão de carbono, gerar menos lixo e utilizar componentes sustentáveis no processo de manufactura. Essa iniciativa traz grandes responsabilidades aos profissionais e infinitas oportunidades de inovação.

9. RESHORING E PARALLEL SUPPLY CHAINS

Empresas começaram a repensar o reshoring – a prática de transferir as operações de negócios para dentro de casa e diminuir riscos de bloqueios internacionais. Por outro lado, essa prática tem um valor de fornecimento mais alto e compromete a competitividade da cadeia de suprimentos, principalmente em tempos de recessão económica. Por isso, criar uma solução a meio do caminho – chamada de parallel supply chain – pode ser uma alternativa híbrida entre importar e produzir dentro de casa.

10. DIVERSIFICAÇÃO DA BASE DE FORNECEDORES E FOCO ALÉM DO PREÇO

Hoje em dia, é fundamental elaborar estratégias de diversificação da base de fornecedores. Ter forte dependência de uma fonte, seja ela vinculada a uma única fábrica, empresa ou região, aumenta drasticamente os riscos da cadeia de abastecimento. Além disso, é importante ter em conta que a escolha do fornecedor não pode ser atrelada apenas aos preços baixos. Afinal, para determinados produtos, o barato pode sair caro.

Este artigo é uma republicação no âmbito da parceria entre a Nova SBE Executive Education e a Supply Chain Magazine » Leia o artigo original

Gestão da Supply Chain

Tópicos: Supply Chain & Operações

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