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Reinventar a forma como inovamos

11 de Fevereiro de 2020 por Paula Marques

Uma das competências humanas que hoje está a ser olhada como fundamental para a reinvenção dos negócios, das empresas e do próprio trabalho humano, é a nossa capacidade de imaginar o que ainda não existe. Sabemos, hoje, muito mais acerca da forma como os seres humanos imaginam e criam esses novos mundos, e o desafio para nós, na Nova SBE, é trazer esse conhecimento para dentro dos nossos programas de transformação, de forma a conseguirmos reinventar a forma como inovamos. 

Artigo de Paula Marques | Leitura de 2 minutos

2Mark Fletcher-Brown

Se analisarmos as ideias mais criativas da história da humanidade, verificamos que são ideias que nasceram de uma combinação de realidades que já existiam. Somos educados para pensar de uma forma lógica e analítica e, por isso, é muito difícil para nós associar coisas que aparentemente nada parecem ter que ver umas com as outras. Esta nossa natural resistência para associar coisas que aparentemente nada têm que ver umas com as outras é um enorme obstáculo à criatividade, pois é desta associação de pontos improváveis e não previsíveis que surge a inovação. Sabemos, hoje, que as pessoas mais criativas são aquelas que conseguem fazer estas associações improváveis, que conseguem ligar pontos que ainda ninguém ligou antes e conseguem fazê-lo antes de todos o fazerem. 

Também sabemos, hoje, que os humanos estão programados para duas realidades aparentemente contraditórias. Estamos programados para poupar energia. Estamos vivos porque desenvolvemos um sistema nervoso central que nos permite guardar energia para usar nas próximas horas, dias, semanas. Por isso, adoramos normas e padrões, porque nos permitem poupar energia. No entanto, também estamos programados para explorar e para apreciar a novidade e para correr riscos, pensando em mundos que ainda não existem. 

Pensar em mundos que não existem implica sair das normas e faz-nos gastar muita energia. Uma das atividades que gasta a maior parte da energia no nosso cérebro é pensar novas ideias. Por isso, é tão difícil para os seres humanos inovar. E existe uma relação direta entre quantidade e qualidade de ideias inovadoras. Assim, para encontrarmos uma boa ideia, temos que gerar muitas ideias e essa geração de ideias leva tempo e faz-nos consumir muita energia. 

Uma outra descoberta importante tem a ver com a forma como as emoções humanas impactam o processo criativo. Assim, todos os comportamentos e práticas que nos ajudem a conhecermo-nos melhor e a desenvolver a nossa inteligência emocional irão transformar-nos, literalmente, em seres mais criativos.  

A criatividade está igualmente associada à memória humana e à estimulação dos nossos sentidos. Usamos o olhar, a audição, o toque, o olfato e o gosto para entender o que nos rodeia. O nosso cérebro usa esses estímulos para formular ideias e opiniões, para avaliar situações e depois armazenar o que aprendeu na nossa memória. Por este motivo, devemos provocar viver novas experiências, de uma forma sistemática.  

Estas descobertas científicas são apenas alguns exemplos do que hoje sabemos acerca da forma como o cérebro humano inova e que nos estão a levar a adaptar as metodologias de aprendizagem desta competência humana. 

Mas há ainda um outro motivo pelo qual a Nova SBE está a destacar esta competência no seu portfolio de formação: é que as pessoas mais criativas têm uma enorme capacidade para tolerar a ambiguidade, a dissonância, a inconsistência e as coisas que parecem fora do sítio. Olham para os problemas de diferentes perspetivas e tentam examinar diferentes variáveis, olhando e focando-se muitas vezes no inesperado. 

E é seres humanos assim que nós queremos formar. 

Artigo originalmente publicado na PME Magazine.

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Tópicos: Artigos de Opinião, Inovação & Mudança

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Publicado por: Paula Marques

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