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Nova SBE Executive Education: do Palacete a Carcavelos

5 de Junho de 2019 por Luís Rodrigues

Temos de investir na nossa formação e desenvolvimento contínuos. Senão...

Artigo de Luís Rodrigues | Leitura de 4 minutos

Blog - Nova SBE Executive Education

A importância que as empresas e outras organizações em Portugal dão à formação dos seus quadros e trabalhadores tem subido lentamente nos estudos e comparações internacionais. Cada vez mais, organizações locais e multinacionais procuram universidades portuguesas para fazer parte do processo de formação e desenvolvimento dos seus quadros, em resposta ao trabalho que tem sido feito a todos os níveis. Na Nova SBE, nos últimos 4 anos multiplicámos a nossa atividade de formação de executivos por 5.

Centenas de histórias e episódios, múltiplos dados e evidências de executivos, empresas, organizações sem fins lucrativos e entidades públicas podiam ser reportados no percurso que fizemos na Nova SBE Executive Education nos últimos 4 anos. Um caminho que nos levou do saudoso Palacete na Marquês de Fronteira para Campolide e, recentemente, para Carcavelos. Esse percurso teve agora um marco determinante. O mais recente indicador, dado pelos rankings do Financial Times, colocou-nos como a escola portuguesa mais bem cotada globalmente, com um crescimento cada vez maior a nível internacional! Os nossos sinceros agradecimentos às organizações e executivos que tem contribuído para este percurso. Não apenas por terem acreditado, mas fundamentalmente por terem cocriado no desenho e exigido na entrega.

O mérito dos indicadores de sucesso acima não é só nosso. Mas que acendemos a fornalha e pusemos este comboio em andamento, isso é algo de que a equipa muito se orgulha. O mérito é obviamente partilhável com as outras boas universidades que o país tem, pela resposta que têm dado e que vão continuar a dar. Isso faz deste setor algo sobre-desenvolvido para a realidade média do país. Logo, algo que está a puxar pela economia e pela sociedade.

É claro que acreditamos em crescimentos exponenciais. Há muitas evidências de que é possível. Mas, quando falamos de desenvolvimento de talento e competências nas pessoas, isso não existe. Pura e simplesmente, o cérebro não está desenhado para isso. A neuroplasticidade é isso mesmo; é um processo contínuo, que se pode desenvolver pouco a pouco todos os dias. Não é neurodescontinuidade, não é amanhã seremos outros. Por isso, estamos convictos da “Lei” de Arama aplicada ao meio social.

Roy Arama foi um cientista e futurólogo americano que um dia observou e escreveu que nós sobrestimamos o impacto da tecnologia no curto prazo e subestimamos no longo prazo. Por exemplo, quando vemos algo sobre carros elétricos nos media, intuitivamente pensamos que amanhã será tudo assim e que estamos a perder alguma coisa. Obviamente, não é isso que acontece. Por outro lado, não paramos para pensar que, a longo prazo, entre muitas outras implicações, os carros elétricos reduzirão o ruído nas cidades em larga escala, permitirão melhorar consideravelmente a qualidade do ar e terão tantas outras implicações no nosso modo de estar e de viver.

Este fenómeno é transponível para os indivíduos e, consequentemente, para as organizações e para a sociedade. Quantas vezes chegámos ao fim do dia a constatar que não fizemos metade do que nos tínhamos proposto para esse dia? Ou para essa semana? Mas, temos muita dificuldade em disciplinar-nos a investir aquela hora ou meia hora todos os dias durante 1 ano ou 2, que nos permitiria ficar quase fluentes numa língua, tirar uma Pós-Graduação em Finanças ou Liderança ou, quem sabe, escrever código! Isto aplica-se a qualquer competência que potencie a nossa realização profissional. A realidade é que tendemos a sobrestimar a nossa capacidade para fazer coisas no curto prazo e a subestimar a nossa capacidade para fazer coisas a médio, longo prazo. 

Por isso, no momento em que a Nova SBE Executive Education ascende ao estatuto de faculdade mais bem cotada em Portugal, lançamos o desafio e convite àquelas organizações e executivos que ainda não abraçaram um percurso de desenvolvimento de talento sistemático, organizacional e pessoal. Façam-no! Como disse alguém ilustre, o futuro é dos aprendizes. Aqueles que acham que sabem tudo, estão condenados a ser os melhores num modo de estar em extinção acelerada.

Esta tem sido uma aventura extraordinária, vivida com uma equipa única. Uma equipa, no início, com mais ganas do que conhecimento. No processo, cometemos muitos erros. Mas, acima de tudo, temos tido a capacidade de aprender, incorporar os ensinamentos e seguir em frente, fazendo melhor continuamente. E, o mais extraordinário, é que há muito mais para fazer do que aquilo que já foi feito!

Ontem foi dia de festa! Hoje, recebemos em nossa casa, na Nova SBE em Carcavelos, centenas de líderes e representantes das escolas de referência no mundo inteiro numa conferência global do setor da formação de executivos, a EFMD Annual Conference. É, uma vez mais, ocasião para levar ao mundo uma noção tangível do fantástico país e espaço em que temos tido a felicidade de progredir. É, acima de tudo, uma oportunidade fantástica para, como organização representativa que somos, continuar a aprender e progredir.

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Tópicos: Notícias, Gestão & Estratégia, Reportagens

Luís Rodrigues

Publicado por: Luís Rodrigues

Executive Director @ Nova SBE Executive Education

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