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Pós-Graduação Aplicada em Supply Chain Management em 3 perguntas

19 de Julho de 2018 por Nova SBE Executive Education

No processo de escolha de uma pós-graduação é fundamental compreender a visão de quem a desenhou. No caso da Pós-Graduação Aplicada em Supply Chain Management, uma dessas pessoas é José Crespo de Carvalho, coordenador científico deste programa em parceria com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e a ATEC.

Entrevista a José Crespo de Carvalho

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Convidamo-lo, assim, a ler as três perguntas que fizemos a José Crespo de Carvalho sobre a Pós-Graduação Aplicada em Supply Chain Management.

1. O que é que este programa trás de novo numa época de tecnologia? Não era preferível fazer um programa mais tecnológico?

Essa questão é essencial. Enquanto não se perceberem os processos dos atuais negócios e indústrias, não vale a pena implementarmos tecnologia. Uma camada tecnológica sobre o que não conhecemos é uma camada que terá tendência a exponenciar o erro. Vejam-se os problemas da Amazon quando compra a Whole Foods, um negócio de retalho físico. Vejam-se os problemas dos retalhistas físicos quando procuram entrar no e-commerce. Nada melhor que entender a cadeia de abastecimento e como funciona para poder perceber que tecnologia está a ser necessária. Além de que todos os módulos irão ter um híbrido tecnológico. Não são ilhas fechadas do antigamente. Nem pensar.

Se vir alguns dos mestrados que têm vindo a ter notoriedade no mundo nos últimos anos verá que procuram integrar algumas dimensões: serem aplicados, passarem pelo mundo das operações - sentido lato - e depois completarem com algumas componentes tecnológicas, como é o caso deste programa aplicado em formato de pós-graduação.

2. Para quem se aplica este programa?

O alvo é vasto. Podemos ter desde jovens que se entusiasmem com o mundo das operações e que queiram nele desenvolver as suas carreiras – precisando de um programa estruturado que os apoie nesse desiderato – até profissionais que já estejam nestas áreas e que queiram estruturar conhecimento, ganhar novas ferramentas e perceber muitos dos racionais que usam ou deviam usar. Repito: o alvo é largo. Mas isso é uma vantagem na medida em que tornarão o programa certamente mais rico por partilha de experiências e complementaridade de formações e de conhecimentos de base. Principalmente, que ninguém seja excluído, i.e., alguém que tenha vontade, drive e maturidade suficiente para fazer um programa destes.

3. Onde é que pensa que este programa se distingue das ofertas da concorrência?

Para já é um programa em parceria, entre a Nova SBE (gestão) e a Nova FCT (tecnologia e engenharia). Ainda fomos buscar um player crítico, a ATEC, porque pensamos que a visão aplicada de um centro de formação de excelência “instituído” pela VW e pela Siemens seria qualquer coisa de muito interessante. É a visão “alemã” dos practicioners que tanta falta faz em Portugal.

Depois em Portugal existe muita oferta mas nenhuma pós-graduação de supply chain management. Pelo menos de forma transversal e abrangente. Existe muita concorrência? Sim. E ainda bem. Até porque é ela que nos move a fazer mais e melhor. Agora, apostar no core é para nós absolutamente essencial porque é a partir dos fundamentais que se deve partir para tudo o resto. Sem os fundamentais ficamos sempre coxos.

Conheça o programa completo da PÓS-GRADUAÇÃO APLICADA EM SUPPLY CHAIN MANAGEMENT

Tópicos: Gestão de Operações, Entrevistas