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"Será o fim do gestor de supply chain?" foi o mote da primeira conferência para executivos em Carcavelos

24 de Julho de 2018 por Nova SBE Executive Education

No passado dia 12 de julho, a Nova SBE Executive Education organizou a conferência "Are we seeing the end of supply chain management?", em parceria com o Nova SBE Venture Lab, naquele que foi o primeiro evento para executivos no novo campus de Carcavelos.

Are we seeing the end of supply chain management?

No passado dia 12 de julho, a Nova SBE organizou uma conferência de fim de tarde sobre o futuro incerto da gestão de supply chain num mundo em constante evolução tecnológica. O palco foi o novo campus de Carcavelos, onde inúmeros profissionais da área se reuniram, a convite da Formação de Executivos e do Venture Lab.

Aproveitando a oportunidade, foi de casa cheia que a Nova SBE Executive Education desvendou uma das grandes novidades no seu portfólio de 2019, ao anunciar a primeira edição da Pós-Graduação Aplicada em Supply Chain Management, coordenada pelo anfitrião do evento, José Crespo de Carvalho.

E foi o lado inquisitivo do Professor e Coordenador Académico da Nova SBE Executive Education, que abriu o debate:

“Are we seeing the end of supply chain management?”

Esta foi a pergunta que deu nome à conferência e rumo ao discurso de abertura. Depois da Harvard Business Review ter publicado o artigo “The Death of Supply Chain Management” que anticipa a morte da gestão de cadeias de abastecimento (pelo menos, como a conhecemos hoje), é preciso refletir sobre o futuro.

Como explicou o vencedor de dois prémios carreira em logística, a supply chain é o coração da operação das empresas. Para tomar as melhores decisões, os gestores têm de ter acesso a dados em tempo real. Mas, a capacidade de análise de dados e automação das novas tecnologias têm potencial para tomar de assalto a gestão total da cadeia de abastecimento, pondo em causa a função do próprio gestor. Será que daqui a 5 ou 10 anos, o papel do gestor de supply chain será “obsoleto”?

Os avanços tecnológicos parecem ir nesse sentido, colocando-nos perante uma cadeia logística “autorregulada nos workflows”, que funciona perfeitamente “sem grande intervenção humana”. O recurso-chave aqui será a entrega de dados em tempo real a torres de controlo digital que funcionam como sistemas nervosos centrais das organizações. Estes têm a capacidade de substituir o capital humano por uma série de “processos autónomos” que interpretam os dados e tomam decisões. Por outras palavras:

“Vamos passar a motivar robôs?!”

Perguntou José Crespo de Carvalho numa tentativa certeira de devolver o sorriso a uma plateia inquieta.

De qualquer forma, parece claro que a descrição da função Supply Chain Manager vai mudar. Segundo o Professor, o candidato ideal do amanhã terá de combinar uma forte componente tecnológica com um conhecimento tático das operações, posicionando-se na interseção entre a cadeia de abastecimento e as tecnologias que a comandam.

“Mas, para onde vão os motoristas?”

No horizonte da indústria 4.0, vemos “uma autêntica mimetização das nossas funções cerebrais, totalmente focada nos resultados”. Por isso, José termina com a mesma postura inquisitiva com que começou o seu discurso:

“Temos futuro, ou não?”

A realidade é que as respostas só surgem quando as universidades se unem à sociedade. Por isso, juntaram-se a Crespo de Carvalho quatro executivos num painel de discussão: José da Costa Faria, Director Comercial e de Marketing da GEFCO, Afonso Almeida, CEO da Agro Merchants, Jorge Marques dos Santos, Presidente do CTCV, e António Belmar da Costa, Secretário Geral da AGEPOR.

Além disso, foi preciso dar voz a quem está a gerar disrupção na indústria. Como tal, subiu ao palco a start-up argentina Cargofive que se encontra atualmente a frequentar o programa de aceleração da Nova SBE – Zero Gravity Acceleration Program. Esta tem-se destacado na área de gestão de cadeias de abastecimento pelo desenvolvimento de soluções relativas à otimização e gestão de contratos, à automatização do processo de cotação e ao controlo do processo comercial.

Com o pôr do sol de fundo, ainda houve tempo para pôr a conversa em dia e degustar algumas iguarias. É certamente mais fácil aceitar que a revolução em supply chain veio para ficar de estômago cheio e bem acompanhado.

Como concluiu Marta Fortunato, Head of Development and Management Training na The Navigator Company e elemento atento da plateia:

“A conferência sobre supply chain foi uma excelente oportunidade para voltar a assistir a uma apresentação do Professor Crespo de Carvalho, bem como dos oradores convidados e de refletir sobre este tema. Esta é uma excelente iniciativa que permitiu trazer as empresas à  universidade e abordar temas atuais de diferentes perspetivas. Desde a organização, os oradores e o local ao timing e ambiente informal, tudo estava perfeito. Parabéns pela iniciativa, espero que tenha sido a primeira de muitas”.

Conheça o programa completo da Pós-Graduação Aplicada em Supply Chain Management

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