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Mulheres, preparem-se! ‘Diversidade’ no topo da agenda!

8 de Março de 2017 por Duarte Pitta Ferraz

Em Dia Internacional da Mulher, a (des)igualdade de género nas empresas, particularmente nos órgãos de administração, está na ordem do dia.

Artigo de Duarte Pitta Ferraz

Nesta quarta-feira, dia 8 de março, celebra-se o Dia Internacional da Mulher. Mais do que distribuirmos flores e deixarmos o dia passar incólume, urge focarmo-nos na componente de diversidade focada no género, pois é uma pedra angular do conceito – particularmente quando Portugal se prepara para implementar um sistema exigente de quotas femininas.

Mas o que é a diversidade? O conceito visa um número de características como género, idade, proporção de nacionais e não-nacionais – de elevada importância em empresas globais –, experiência académica e profissional diversa, e dimensão dos conselhos de administração. Mas porque está este conceito tão na ordem do dia?

A importância crescente da diversidade – nomeadamente de género – nos conselhos de administração é um critério de medição de desempenho e reputação, bem como de impacto junto da perceção em esferas públicas, representando uma expressão de competência com que as mesmas conduzem as suas atividades de forma sustentável. Os modelos de governo – quadro dentro do qual as atividades duma organização são conduzidas e controladas – e a preparação dos administradores não-executivos e executivos são também formas de controlar origens de crises, risco reputacional e proteger os stakeholders, bem como proporcionar conselhos de administração efetivos, eficazes, transparentes e éticos na sustentabilidade da economia e do emprego. Numa sociedade também ela naturalmente diversa, é importante que as empresas espelhem o seu público-alvo!

No entanto, surpreende que candidatas de elevado potencial para conselhos de administração não se preparem para se qualificarem como fit-and-proper, com competências técnicas e de integridade, para funções de chefia – executivas e não-executivas – em empresas ou ONG.

Vários países, não apenas Portugal, optaram pela introdução do sistema de quotas, em linha com princípios aparentemente ‘chocantes’, mas existentes há décadas com elevado impacto, nomeadamente nos Estados Unidos. Contudo, empresas e ONG são confrontadas com a insuficiência de mulheres fit-and-proper para atingir o objetivo. Portugal introduziu quotas exigentes para membros femininos em cada órgão social (20% e 33% em 2018 e 2020, respetivamente). Esta oportunidade de evolução na carreira, e contribuição para o desempenho das empresas e ONG deve ser considerada pelas mulheres – mas sobretudo preparada. Para as mais atentas, o primeiro passo é qualificarem-se dentro do critério de fit-and-proper.

Mulheres, preparem-se! A ‘Diversidade’ está no topo da agenda de critérios de boa Governance!

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Duarte Pitta Ferraz, coordenador Científico do programa Corporate Governance: A Liderança de Boards.


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Tópicos: Artigos de Opinião

Duarte Pitta Ferraz

Publicado por: Duarte Pitta Ferraz

Professor de Governance e Banking na Nova SBE Executive Education, no The Lisbon MBA e na Nottingham Business School. Tem larga experiência em funções de administração e órgãos de fiscalização. Desempenha funções não-executivas em várias empresas, sendo ROC (Revisor Oficial de Contas) e membro da Comissão de Formação Contínua da Ordem dos ROC.